• Vinni Corrêa

Jorge Ventura

Carioca, nascido em 1962. Escritor, ator, editor, jornalista e publicitário. Há 20 anos participa dos principais saraus e movimentos culturais do Rio de Janeiro. Presidente da Associação Profissional de Poetas no Estado do Rio de Janeiro (APPERJ), membro da União Brasileira de Escritores (UBE) e um dos integrantes do grupo Poesia Simplesmente. Lançou 7 livros solo. Tem poemas publicados em antologias e coletâneas brasileiras e internacionais.

Carioca, born in 1962. Writer, actor, editor, journalist and publicist. For 20 years he has been participating in the main poetry soirée and cultural movements in Rio de Janeiro. President of the Professional Association of Poets in the State of Rio de Janeiro (APPERJ), member of the Brazilian Union of Writers (UBE), and one of the members of the Poesia Simplesmente group. He has released 7 solo books and poems published in Brazilian and international anthologies and collections.



Pecado


Na ânsia de pecar,

perdeu o juízo e invadiu o paraíso.


Desesperado, derrubou o portal, matou a cobra e mostrou o pau!


Mordeu todas as maçãs,

mascou todas as ervas,

pensou ter comido a Eva.


Ah, pecador!

Morreu na tentação,

fruto da imaginação.



Ivone


Em vez de cabelo, implante Em vez de semblante, plástica

Em vez de olhos, lentes Em vez de dentes, postiços Em vez de seios, prótese Em vez de barriga, nem hipótese

Em vez de bunda, silicone Em vez de Ivone, um clone



Custo x Benefício


Então eu disse: – Quero teu amor como ônus.

Ela entendeu ânus e me deu de bôus.



Cunilíngua Poética


tensos dedos

frenéticos...

a língua lambe

a boceta:

a nudez da alma

à flor da carne


palavras se apertam,

entre coxas pétalas

talo úmido de tesão

falo de cravos e rosas

pólen nas bocas

do tremor de púbis-terra

os versos brotam ao gozo do poeta



Palco de Eros


Pauas e poses

luz da ribalta

cores seda do púbis


gregos e negros

tônus e dorsos

olhos alma de Eros


atos tão vastos

corpos de astros

divas seio da noite


falos bem raros

boca de cena

falas ponta da língua


belas e feras

palco de mitos

onde mais poesia?



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